fbpx

As viroses sazonais, um tema que muito debatemos mas cuja razão de ser muita gente desconhece.
Porque é que ficamos mais doentes no Inverno?

As viroses sazonais são doenças causadas por virus, são sazonais porque adoptam um comportamento que oscila dependendo da estação do ano.
Geralmente o pico no número de infecções virais ocorre no Inverno, e o mínimo ocorre no Verão.

Os motivos para este comportamento são simples e bem conhecidos.

Os vírus são entidades biológicas muito simples e sensíveis, não possuem forma de se manter vivos ou de se reproduzir por si.
Para sobreviver precisam de um animal ou criatura que lhe sirva de hospedeiro. Uma vez infectado, o animal é utilizado pelos vírus como fonte de energia e como meio de reprodução.

Sendo entidades tão sensíveis, os vírus apenas conseguem sobreviver em condições muito especificas, são especialmente pouco tolerantes à radiação solar e ao calor extremo ( >60ºC ).

É aqui que reside o motivo pelo qual estes seres serem menos activos no Verão, a radiação solar no Verão é fortíssima ( >1000 watts por metro quadrado ), o que basta plenamente para aquecer as superfícies onde incide a valores bem superiores a 60ºC. Alem disso a radiação de onda mais curta ( por exemplo UV ) é muito mais intensa no Verão, e esta actua no sentido de destruir directamente a informação genética dos vírus, inativando-os.

Também ajuda o facto de que o aumento da radiação solar, especialmente os raios UVB, favorecer a biossíntese de vitamina D, que tem um efeito de activar o sistema imunitário humano. Está de resto provada a relação entre uma maior resistência a infecções e os níveis de vitamina D.

https://www.upi.com/Health_News/2016/06/09/Narrow-wavelength-of-UV-light-kills-MRSA-without-harming-skin/9721465473022/

No Inverno, em sentido oposto, as temperaturas baixas e a fraca radiação solar permitem que os vírus se mantenham activos durante mais tempo, aumentando a probabilidade de infectarem as pessoas e animais.

Também no Inverno temos ar mais frio e estável, com o que se chama de estratificação da atmosfera. Estas condições fazem com que haja um potencial maior para concentração dos agentes patogénicos e de poluentes.

O ano de 2020 começou com uma pandemia de uma estirpe de vírus pertencente ao género ” coronavirus “, esta mutação do coronavirus gerou um subtipo do vírus chamado de ” SARS-CoV-2 “.
O novo coronavirus tem a particularidade de ser extremamente infeccioso, ou seja, tem uma taxa de transmissão muito alta, apresenta uma taxa de mortalidade próxima a 2% e uma tendência para causar pneumonia grave em adultos especialmente aqueles com sensibilidades pré existentes, nomeadamente obesidade, doenças cardio-respiratorias, diabetes, etc

Curiosamente o vírus tem muito menos efeito em crianças e jovens adultos, causando muitas vezes uma infecção assimptomática, que pode facilitar a transmissão.

Esta pandemia, cujo nome é COVID-19, apresenta riscos elevados, nomeadamente ao nível da sobrecarga dos centros hospitalares e ao nível da própria economia. Não sabemos exactamente todos os potenciais impactos, mas estima-se que os efeitos diretos e indiretos a longo prazo poderão ser responsáveis por muitos milhares de mortes, problemas crónicos de saúde  e danos económicos duradouros com alteração de muitas dinâmicas e comportamentos que irão causar mudanças sociais e económicas potencialmente permanentes.

Ainda que seja de esperar que haja um abrandamento na propagação do vírus durante os meses mais quentes e soalheiro, este abrandamento é muito dependente das medidas administrativas adoptadas para conter o vírus.

Até ao fim de 2020/meados de 2021 poderá finalmente surgir uma vacina, assim como tratamentos anti-virais mais eficazes para esta estirpe de coronavírus.

Até surgir a vacina não teremos condições para retorno pleno à normalidade, e mesmo após a vacina teremos todos os anos situações de pequenos surtos idênticos aos da gripe sazonal.

É extremamente importante seguir as recomendações médicas, nomeadamente evitar áreas com muita gente, lavar bem as mãos, limpar e desinfectar superfícies de contacto ( maçanetas de portas, mesas, roupa, etc ) manter um estilo de vida saudável ( de forma a potenciar o sistema imunitário ) e evitar contacto com terceiros em caso de doença de forma a controlar a propagação dos agentes patogénicos.

Como somos optimistas, esperamos que toda esta situação sirva ao menos para novas aprendizagens, para moldar a sociedade num sentido de nos tornarmos mais resistentes e preparados para outras catástrofes naturais que possam surgir no futuro.
Infelizmente, este processo será à custa de muito sofrimento que muita gente está a passar, apenas podemos desejar que haja uma rápida recuperação de todos os que sofrem direta ou indiretamente com este problema.

Veja aqui outras previsões, análises e/ou notícias.

Não se esqueçam de seguir, igualmente, os nossos posts, em versão mais simples e de fácil acesso, quer no INSTAGRAM e YOUTUBE quer no TWITTER !
https://www.youtube.com/channel/UCl3FTEXZgM3eWTLu-aahVbQ/videos?view_as=subscriber

https://twitter.com/bestweather_pt

https://www.instagram.com/bestweatherpt/