Os elementos que regem o clima da terra são vários, o papel do dióxido de carbono neste jogo de elementos é relevante mas não é preponderante quando comparamos com outros fenómenos.

O dióxido de carbono não é o único, nem sequer é o principal gás com efeito de estufa… o vapor de água tem um efeito muito mais importante.
No entanto, a libertação de dióxido de carbono atua como um mecanismo de gatilho, incentivando o aquecimento da atmosfera, num ciclo vicioso em que quanto mais a atmosfera aquece, mais vapor de água retém, e quanto mais dióxido de carbono ( C02 ) e vapor de agua entram, mais quente a atmosfera fica.

Há quem tente manipular a opinião publica distorcendo os factos científicos, nomeadamente utilizando a falácia da generalização ou da causalidade como sinónimo de correlação, dizendo ás pessoas que na história da terra o co2 nem sempre esteve ligado linearmente á temperatura.

Ora, o facto da temperatura não se comportar linearmente com o co2 não significa que não haja uma causalidade entre os dois!
Há outros elementos que mascaram a influência do co2 nas temperaturas, tais como as flutuações orbitais ( que levam a mudanças na radiação solar que chega á terra ), mudanças nas correntes e dinâmicas oceânicas, atividade vulcânica, cuja emissão de aerossóis mascara os efeitos do c02 que também é emitido ou as flutuações na quantidade de vapor de água, ligadas á disposição geográfica dos continentes sobre o planeta, que não só influenciam a presença de vapor de água na atmosfera, como também a forma como a luz solar é absorvida pelo planeta.

O facto é que a emissão de quantidades enormes de carbono para a atmosfera está a gerar mudanças no nosso clima… não vamos ser catastrofistas, e acreditamos que podemos reverter a situação com meios pouco evasivos e simples, mas é preciso agir com rapidez!

Abaixo vamos desmistificar um dos argumentos que alguma gente usa para inferir que o aquecimento global é uma não-questão.
Analisaremos um artigo cientifico, pelo que quem não “acredita” em ciência, poderá desde já abandonar a leitura desta nossa publicação.

Abrandamento do aquecimento não significou o fim das alterações climáticas.
Apenas podemos inferir uma maior resiliência do sistema climático do que inicialmente previsto, mas isso apenas significa que houve erros nos modelos, e os modelos terão de ser afinados.
Não põe de todo em causa a solidez da premissa base de que a emissão de gases com efeito de estufa gera mudanças na atmosfera.

A desaceleração do aquecimento global, entre 1998 e 2015 não foi um sinal de que as mudanças climáticas estão a terminar, mas um intervalo natural no interior de outro longo, cuja tendência permanece em subida, como é comprovado pela evolução dos últimos 4 anos.

Num estudo detalhado com mais de 200 anos de dados de temperatura, os resultados anteriores revelam que pausas de curto prazo nas mudanças climáticas são simplesmente o resultado de uma variação natural, e já ocorreram no passado.

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Os resultados suportam que o abrandamento no aumento de temperatura – entre 1998 e 2015 – foi temporário.

Cientistas da Universidade de Edimburgo analisaram registos climáticos históricos reais 1782-2000, comparando-os com modelos do clima para o mesmo prazo.

Estes separaram a influência do Homem sobre as tendências climáticas do naturais – principalmente a das emissões de gases com efeito de estufa – e de influências naturais na temperatura – como as variações orbitais da terra ( que influenciam a forma e quantidade de luz solar que chega á terra ), mudanças nas dinâmicas oceânicas ou a atividade vulcânica.

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Esse estudo mostrou que as variações aleatórias nos outros elementos que influenciam o clima podem causar interrupções de curto prazo nas tendencias de  aquecimento, em ambos os dados reais e nos modelos, tipicamente com duração de até uma década. Eventos naturais extremos, como fortes erupções vulcânicas, são capazes de interromper as tendências do clima ao longo de séculos.

A pesquisa destaca o impacto das erupções vulcânicas sobre o clima, quando as partículas produzidas podem refletir a luz solar da Terra, causando um arrefecimento de longa duração. A erupção do Monte Tambora, na Indonésia, em 1815, foi o último grande exemplo, causando o chamado ano sem verão. Os cientistas estimam que, se ocorresse hoje, causaria uma estagnação da evolução do clima durante 20 anos.

O estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters.

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Citando Dr Andrew Schurer: “A atividade humana está a causar aquecimento, e a variabilidade natural pode causar esta tendência para abrandar ou acelerar. O nosso estudo apoia a compreensão científica que as alterações climáticas podem conter períodos de estagnação, mas a tendência geral é para um planeta mais quente “.

Andrew P. Schurer, Gabriele C. Hegerl e Stephen P. Obrochta

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/2015GL064458/full

 

Em resumo

É imperativo ter a certeza que as fontes que utilizamos para obter noticias sobre o clima sejam credíveis e que as pessoas que nos informam sejam pessoas da área.

É preciso tomar medidas para prevenir as grandes mudanças ambientais causadas por nós mesmo, sob risco de um dia essas mudanças nos virem a prejudicar.

Uma maior inteligência na forma como gerimos os recursos vai ser o melhor caminho para o bem comum.

 

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